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CÓPIA DE PÁGINA DE SESMARIA A COSME DE ABREU.

E assim começamos os nosso trabalhos no ano de 2016, trazendo uma matéria de Dona Gracinha Pereira, publicada em sua página no Facebook sobre a nossa querida Florânia.

Alguns dados Cronológicos sobre nossa FLORES.FLORÂNIA.

Cópia de Jornal A Voz do Seridó Continuação50

Jornal A Voz do Seridó, edição dedicada ao município de Florânia em uma segunda feira 23 de novembro do ano de 1953.

28.06.1754 Foi concedida a SESMARIA A COSME DE ABREU
03.06.1870 Foi criada a 1ª ESCOLA PRIMÁRIA DE FLORES.
11.08.1873 Foi criado o DISTRITO DE PAZ DE FLORES.
08.11.1887 Foi criada a AGÊNCIA DOS CORREIOS.
24.01.1891 Foi instalado o MUNICÍPIO DE FLORES.
05.04,1904.Foi criada a FREGUESIA DE FLORES.
17.02.1912 Circula o 1º nº DO JORNAL INTITULADO DE:”A VERDADE”
26.07.1913.Circula o 1º N] DO JORNAL ” GAZETA DO SERTÃO.
28.08.1917.Foi INSTALADO O TELÉGRAFO EM FLORÂNIA.
05.12.1919.FALECEU O CORONEL JOÃO TOSCANO DE MEDEIROS(JOCA TOSCANO)23.08.1927 CRIAÇÃO DAS ESCOLAS REUNIDAS CEL SILVINO BEZERRA,.
13.12.1933 BENÇÃO DA SEGUNDA IMAGEM DE SÃO SEBASTIÃO.
28.10.1936 A VILA DE FLORES É ELEVADA À CATEGORIA DE CIDADE.Cópia de IMG_9598

BOA TARDE MINHA GENTE.DEPOIS CONTINUAREI MOSTRANDO OUTROS FATOS.QUEM TIVER OUTRA VERSÃO PODE RETIFICAR.MAS ADQUIRI ESTES DADOS E OUTROS COM FONTES PRECISAS.

MARIA DAS GRAÇAS PEREIRA. TE AMO FLORES DE MINHA VIDA.

Pesquisa e postagem: Domingos Toscano de Medeiros.

 

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Ana Maria de Azevêdo Souza(Ana de Dedé Dois Ouro)

COMO NASCEU O HINO DE FLORÂNIA

Ao meu pai Dedé e aos amigos Marciano Ribeiro e Pe. Sinval

Foi uma surpresa agradável, quando o padre Sinval, procurou-me na residência de Eudócia (Gézia de D. Maria Silva), onde eu residia na ocasião. Disse-me que havia realizado um concurso na cidade de Florânia para escolher o hino do município, já que a mesma não possuía seu hino oficial. Disse também que o concurso fora realizado, mas que nenhum hino escrito preenchera os requisitos para se tornar o oficial. E percebendo que meu nome não constava na lista de concorrentes, o mesmo resolvera procurar-me, porque sentia, que eu poderia escrevê-lo. Fiquei muito contente por sua confiança, porém preocupada. Não sabia se teria inspiração em tão pouco tempo… era uma tarefa grande, honrosa e ele deu apenas dois dias para desenvolver. Era o período, que a Fundação José Augusto necessitava para o julgamento final, pois a mesma formara uma comissão julgadora para analisar os hinos escritos no concurso que a prefeitura de Florânia havia realizado para essa finalidade.

padre sinval(1)Padre Sinval Laurentino

Quando ele deixou essa tarefa comigo, a tarde já finalizava… e, como eu fazia todos os dias, no fim da tarde, fui aguar o jardim da casa, onde haviam muitas flores… a medida que eu aguava, surgiam na minha tela mental: palavra por palavra, verso, estrofes… sentindo assim que era necessário parar para escrever, sentei e num pequeno caderno, aos poucos, foi surgindo o hino da minha cidade, na qual eu nascera e um dia meus antepassados ergueram…

No outro dia, eu entreguei para Sinval o hino. Eu sabia cantar, porém não sabia escrever as partituras da música. Ele falou que eu não me preocupasse, porque o nosso querido maestro, Marciano Ribeiro, o colocaria nas partituras. Dois dias após eu ter escrito o hino, o mesmo foi julgado e escolhido pela Fundação como oficial da cidade de Florânia. Em seguida, viajei à mesma, onde me aguardavam Seu Marciano, que na presença de Pe. Sinval, irmã Maria José e mais algumas pessoas, fomos para a residência das irmãs josefinas (freiras que na época residiam na cidade). Lá, sentada em cima da cisterna, no quintal dessa residência, eu sofrejava (cantarolava) e Seu Marciano pacientemente escrevia cada partitura necessária.

Imagem 008 - CópiaMaestro Marciano Ribeiro da Costa

Foi assim, meus amados amigos e conterrâneos, que aos meus vinte e um anos de idade compus o hino de Florânia, este que foi oficializado, pela Câmara Municipal, quando foram escolhidos os símbolos da cidade.

Embora estando em Natal naquela longínqua, tarde de um dia, do ano de mil novecentos e oitenta e um, vi-me, como poetisa, regando as flores das praças da pequenina “Flores”, e como poetisa, entre o amor, a realidade e o sonhar, tive em minhas mãos a lira (instrumento musical que em minha infância olhava com carinho ao vê desenhada a cima da soleira, da casa do nosso amado maestro, cuja pequena escultura ainda encontrasse no mesmo local).Vi-me assim, tocando em seus acordes, cantando e expressando nesse belo e magnífico instrumento musical, todos os elementos, que ao longo da história, estiveram presentes na construção do nosso município.

Segurando a lira poética da imaginação e por inspiração divina, cantei: Florânia como o coração do Seridó, Cosme de Abreu, que desbravou essa terra, o Monte das Graças, toda nossa religiosidade, o algodão, que um dia foi fonte de riqueza, para a economia do município, a alegria dos seresteiros nas suas noite de luas cheias… e os vaqueiros, os queridos e bravos homens, que com suas tutas diárias, sustentaram a subsistência do gado leiteiro do município… e os bugís, flores a representar todas as flores singelas e perfumadas, que embalam e encantam os floranienses…

Como meu pai José Galdino de Azevêdo (Déde dois Ouros) aguava e cuidava com carinho das flores das praças da cidade, para que no seu perfume e na harmonia de suas cores, tornasse o lugar mais belo e aconchegante, também, eu filha desse jardineiro, aguando flores, tive a felicidade de eternizar Florânia, a terra das flores do Seridó, a terra de José Leão, do Santuário das Graças, da terra de São Sebastião, da carne seca, dos queijos e biscoitos deliciosos.

E, foi assim, que nasceu o hino oficial de Florânia-RN, cantando na lira do amor, da saudade, da alegria e da humildade, de uma floraniense, que mesmo hoje, decorridos tantos anos, não pendeu o singelo modo da menina do interior…

        “Florânia, terra querida

          Linda, filha do sertão

           Cantaremos em nossa lira

             o que plantastes em nosso coração”.

Com carinho e saudades

Ana Maria de Azevêdo Souza – Autora do hino de Florânia-RN.

Lisboa-Portugal,18 de outubro de 2015.

 

Hoje ao assistir Senhor Brasil  na Tv Cultura e ver o mestre Rolando Boldrin contar seus causos, me meio a memória o saudoso Sebastião do Recanto e suas mirabolantes  estórias, suas viagens e delírios que na época por muitos foi  ignorado e chamado de mentiroso, eu particularmente sempre admirei essa arte de Seu Sebastião, achava muito interessante quando alguém duvidava de seus causos e ele ficava bravo e os defendia.

Matéria publicada na Revista preá nº 17 - mar/abr, 2006.

Matéria publicada na Revista preá nº 17 – mar/abr, 2006.

Lembrei então de algumas  frases muito conhecidas de vários  também saudosos como  Mário Quinta que diz: A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.  Machado de Assis  que AFIRMAVA mentira é muita vezes tão involuntária como a respiração. Para Aristóteles Onassis , Não ser descoberto numa mentira é o mesmo que dizer a verdade.

TRECO DO CORDEL COISAS DE FLORÂNIA - Autor: Domingos Toscano.

TRECHO DO CORDEL COISAS DE FLORÂNIA – Autor: Domingos Toscano.

Eu prefiro definir o saudoso Sebastião do Recanto como um contador de causos onde ele mesmo era o protagonista da estória e a defendia como verdade absoluta para manter-se como o herói do causo contado.

Postagem: Domingos Toscano

 

AS COISAS DE FLORÂNIA – “TÁ TUDO MUDANDO” – (Things have changed – Bob Dylan)

Prefeitura

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Por Junior Galdino